terça-feira, 10 de julho de 2012

Atlético-PR necessita de vitória para arrumar a casa

LANCEPRESS!
Publicada em 10/07/2012 às 08:04
Curitiba (PR)

O momento do Atlético-PR não é dos melhores. Apenas na 17ª posição da Série B do Campeonato Brasileiro, a equipe enfrenta o Ipatinga, às 21h, em Paranaguá, com a necessidade da vitória. Chama a atenção o fato de o time ter entrado na competição como um dos favoritos e figurar na zona de rebaixamento desde o início.

O motivo da atual situação pode vir dos bastidores do clube. Em apenas um mês, o Furacão teve três técnicos: Juan Carrasco, Ricardo Drubscky e Jorginho, o atual. Coincidência ou não, neste mesmo período a equipe não conseguiu nenhuma vitória: foram dois empates e três derrotas.

Também em junho, o diretor de futebol Sandro Orlandelli, que assumiu o cargo no início do ano, foi demitido. Já o presidente Mario Celso Petraglia foi suspenso de ir aos estádios por 140 dias, graças a críticas abertas sobre a arbitragem durante o Estadual.

Para completar, um dos destaques do time, o equatoriano Guerrón, foi negociado ao Beijing Guoan, da China. O motivo: problemas extra-campo e vontade própria de sair.

- Estamos em uma maré tão ruim que, para a bola entrar, é difícil para a gente e fácil para o adversário - disse o técnico Jorginho.

BATE-BOLA
Jorginho, técnico do Atlético-PR
Entrevista coletiva no CT do Caju

Como está sendo a conversa com os jogadores nesses dias?
A reação já era para ter começado na minha estreia, contra o Bragantino. Mas está difícil. Temos que continuar com o mesmo empenho e dedicação. Só devemos ter um pouco mais de tranquilidade e alegria para jogar. Essa é a ideia.

Vai jogar no 4-3-3 de novo para tentar anular os laterais?
A nossa marcação contra o América encaixou errado. O Ricardinho e o Paulo iam marcar os volantes, que saiam muito, mas o Ricardinho acabou marcando o lateral. Depois acertamos. O que não podemos é dar tempo de o adversário jogar.

Quando se fala que o problema é de vocês, é falta de empenho?
Não é empenho. É difícil achar uma palavra. Talvez falte um jogador mais explosivo. Muita vezes, um time não precisa de dois, três assim. Um só resolve. Os adversários não estão respeitando. Só respeitam antes de entrar em campo.

O elenco e a diretoria estão conscientes dos problemas?
É difícil, é complicado, mas eles sabem disso. Problema não é a direção. Está todo mundo empenhado em mudar isso. Sei que o torcedor está triste, mas é difícil a gente dividir seis por nove. Mas sem a torcida do nosso lado não somos ninguém.