O Atlético-PR reformulado venceu o ABC, em Paranaguá, por 2 a 1. A vitória atleticana teve a marca especial de três reforços que chegaram no dia anterior ao clube: o lateral-esquerdo Wellington Saci, o lateral-direito Maranhão e o volante João Paulo. O gol da vitória saiu dos pés de Saci, que de pênalti marcou no segundo tempo. Ainda na etapa inicial, Maranhão deu o passe para o atacante Thiago Adan abrir o placar, enquanto o atacante Adriano Pardal fez o gol do time alvinegro.
O ABC se mostrou um adversário aguerrido e deu trabalho para o Furacão conquistar a segunda vitória seguida na nova casa, em Paranaguá. Mas um pênalti no meia Ligüera foi fundamental para o Atlético-PR conseguir marcar o gol da vitoria, que culminou com a expulsão do zagueiro Flávio Boaventura.
Com a segunda vitória seguida, o Furacão continua subindo na classificação e ocupa a nona posição, com 14 pontos somados. Já o ABC entra para a zona do rebaixamento, com apenas nove pontos e em 17º lugar.
O Atlético-PR não terá muito tempo para se recuperar. Na segunda-feira já se concentra e viaja para Florianópolis e joga na terça, contra o Avaí, às 21h50m (de Brasília). No mesmo dia e horário, o ABC retorna para casa e recebe o Criciúma, no Frasqueirão.
Bruno Furlan e Bileu disputam a bola, no Gigante do Itiberê (Foto: Geraldo Bubniak / Agência Estado)
O novo Atlético-PR dura somente 15 minutos
A necessidade de uma vitória era primordial para o Atlético-PR se aproximar do G-4 e mudar o panorama no campeonato. Por isso, o técnico Jorginho não teve medo em colocar três reforços que foram apresentados no dia anterior: o lateral-direito Maranhão, o lateral-esquerdo Welligton Saci e o volante João Paulo Silva. O esquema - montado no 4-3-3 - também mostrava a busca por atacar bem e fazer gols. No ABC, a recomendação do técnico Ademir Fonseca era segurar um empate, que seria um resultado aceitável para um time com vários desfalques.
Diferente das outras atuações em Paranaguá, o Furacão empolgou o seu torcedor e os reforços fizeram a diferença. Com três atacantes na frente (Marcelo, Thiago Adan e Bruno Furlan), o ataque ficou mais sólido, principalmente com as descidas de Maranhão pela direita. Com um bom toque de bola e várias tabelinhas, não demorou para sair o primeiro gol. Com apenas quatro minutos, Marcelo toca para Maranhão, que carrega até a linha de fundo e manda para a área. Na rebatida da defesa, Adan toca com consciência por baixo das pernas do goleiro Andrey.
A sensação era de uma goleada à vista, pois o time mandante tinha facilidade para chegar na frágil defesa visitante, que era comandanda pelo zagueirão Flávio Boaventura - ex-atleticano. Em mais duas oportunidades claras, o Atlético-PR pode ampliar o placar, mas não caprichou na hora do chute.
O ABC demorou para chegar. A primeira finalização foi somente aos 19 minutos, quando o lateral-esquerdo Renatinho fez boa jogada, passou por três jogadores e tocou para o meia Erivélton, que chutou fraco. A partir daí, o meio-campo do Atlético-PR se mostrou ineficiente na marcação de um adversário que adiantou a linha de jogadores e pressionou mais.
Sem uma ligação eficiente, o Furacão chegava pouco, o jogo se concentrava no círculo central e o ABC aproveitava as descidas pelas laterais. Exatamente pela direita que o lateral Ivan desceu em velocidade, aos 33 minutos, e o atacante Adriano Pardal fez jus ao apelido: subiu alto para cabecear uma bola fatal e empatar o jogo.
Furacão no ataque e três pontos em casa
O técnico Jorginho não ficou satisfeito com o futebol em queda do Atlético-PR. Logo na volta do intervalo tirou o atacante Bruno Furlan pelo meia Harrison, retornando para o 4-4-2. A intenção era melhorar a ligação entre defesa e ataque. A medida até funcionou, mas o ABC se fechou no ataque, com nove e dez jogadores atrás da linha da bola. Quando o Furacão conseguia se aproximar da grande área, o time nordestino colocava seis defensores para congestionar o ataque adversário.
Para melhorar o contra-ataque, o técnico Ademir trocou Jerson por Fernando e Erivélton por Murilo. A primeira boa chance que aconteceu na etapa final foi aos 19 minutos, quando Wellington Saci soltou uma bomba de fora da área, mas desviou em Marcelo, que foi pego de surpresa.
Para dar uma nova dinâmica no jogo, o técnico Jorginho resgatou o jogador de confiança da era Carrasco. Tirou um lento Paulo Baier e colocou o uruguaio Ligüera. Foi só entrar em campo para o vento soprar a favor do Furacão. Aos 25 minutos, o meia tentou o primeiro toque na bola, mas antes de dividir com o goleiro, Flávio Boaventura atropelou Ligüera e depois deu uma cotovelada. O defensor alvinegro foi expulso e o Atlético-PR ganhou uma penalidade máxima. Uma das novidades, Saci tomou a bola e soltou um chutão no canto direito. 2 a 1 para o Atlético-PR.
Para recompor a zaga, o técnico alvinegro colocou o zagueiro Leandro Cardoso na vaga do lateral-direito Ivan. Com a defesa desfalcada, o ABC não conseguiu uma nova reação na partida e se limitou a segurar o resultado e não sofrer o terceiro gol rubro-negro. Melhor para o Atlético-PR, que conquista a segunda vitória seguida em casa.