sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Petraglia promete Arena coberta para junho-2013 e despista sobre técnico

Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)Presidente fala durante duas horas sobre obras e
clube (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)

O presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, resolveu falar. Depois de muito tempo afastado da imprensa, ele concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira e tratou de praticamente todos os assuntos relativos ao Atlético-PR nos últimos meses. 

Entre as promessas, Petraglia garantiu a Arena da Baixada, com cobertura retrátil, pronta em junho de 2013, mas manteve a indefinição sobre o técnico do time. O futuro do jogador uruguaio Morro Garcia, além das desapropriações no entorno do estádio, o planejamento do futebol do Furacão e as dificuldades da Série B do Campeonato Brasileiro também foram tema da coletiva, que teve mais de duas horas de duranção.

A tampa do caldeirão

Petraglia falou sobre a Arena, palco da Copa do Mundo de 2014, durante 30 minutos. Segundo ele, entre as novidades, o estádio vai usar energia solar e, para ser concluído, vai custar, ao todo, R$ 184 milhões. Sobre o custo adicional do teto retrátil, o presidente informou que o valor será pago pelas economias que o Atlético-PR vai fazer. Entre elas, segundo ele, a não-utilização de telhas e o menor gasto na conta de luz, quando o sistema de células fotovoltaicas funcionar na cobertura da Arena, que irá suprir a energia elétrica.

Garanto que, em junho de 2013, teremos 100% da obra da Arena entregue"

Mario Petraglia, presidente

- Nosso projeto está aprovado, com cobertura retrátil. Seremos a única Arena do Brasil e da América do Sul que teremos a tampa do caldeirão. Abrirá e fechará. Teremos, em dias de chuva, jogos sem chuva. Poderemos também programar mega-shows sem risco (...) Nosso projeto de viabilidade está muito flexível para que a gente ajuste os números, para cobrir este custo adiconal, mas garanto que é muito menor do que muitos pensam.

Problema concreto das obras da Arena da Baixada, as desapropriações dos imóveis no entorno do estádio estão, conforme ele, sendo definidas. O presidente do Atlético-PR afirmou ainda que "mais da metade" das 13 moradias nas Rua Buenos Aires ou na Rua Brasília Itiberê estão desapropriadas, já em posse da Prefeitura e vão ser repassadas ao clube para a demolição. Outras ainda dependem de decisão judicial para serem liberadas. A maior dificuldade, segundo Petraglia, é com relação aos prédios na esquina da Rua Buenos Aires com a Avenida Getúlio Vargas:

- Aqueles prédios são de propriedade da União e estão sendo usados pelo Exército Nacional. Fizemos um acordo pela desocupação, mas está pegando ainda os valores. Nós queremos pagar uma variação que nós consideramos devida e estamos negociando.

Novo técnico: "a Deus pertence" e Morro García

Treino do Atlético-PR com o técnico Ricardo Drubscky (Foto: Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético-PR)Petraglia sobre comissão: 'O futuro a Deus pertence'
(Foto: Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético-PR)

Durante outros 30 minutos da apresentação, o presidente Mario Celso Petraglia tratou do futebol. Ele falou sobre marketing, renovações com pratas-da-casa, fez um balanço do primeiro semestre e das dificuldades da Série B.

Ao comentar sobre o futuro da comissão técnica, porém, despista. O interino Ricardo Drubscky comanda o time no próximo jogo, contra o ASA, às 21h50m (horário de Brasília) de terça-feira, no Estádio Gigante do Itiberê, mas não sabe se permanece no clube:

- O futuro a Deus pertence - afirma Petraglia.

O presidente atleticano falou ainda sobre a questão do Morro García. Comprado na gestão anterior (do ex-presidente Marcos Malucelli), Petraglia apresentou números e disse que o atacante vai custar, ao todo, R$ 18 milhões aos cofres rubro-negros: R$ 11,9 mi pela aquisição e outros R$ 6,1 mi pelos direitos de imagem. O objetivo do Atlético-PR é negociar o jogador.

Este é o maior problema da nossa história. Vamos buscar soluções"

Mario Petraglia, presidente

- Este é o maior problema da nossa história. Além do que nós já gastamos, temos um compromisso a pagar. Alguns já estão vencidos. Temos que buscar soluções. O jogador não se sente seguro para tentar uma recuperação no próprio Atlético. Existem alternativas de transferir o jogador para a Europa.

Além de tentar negociar o Morro García, o Furacão pode fazer um acerto com o Nacional-URU, clube anterior dele, para devolê-lo. Enquanto eles não chegam a um acordo, o jogador tenta, na Justiça do Trabalho, a rescisão de contrato por não receber direito de imagem desde o começo do ano.

O presidente atleticano falou, por fim, que o Atlético-PR tinha esquecido como disputar a Série B e não considera a permanência um "desastre", mas, apesar da dificuldade, ele confia no acesso.

- Não considero como desastre (a permanência na segunda divisão). Nós vamos subir, mas se os deuses conspirarem contra e se nós não formos suficientemente capazes de subirmos, nada influirá na nossa história.