sábado, 17 de novembro de 2012

Jogadores do Furacão admitem que abusaram dos erros de finalizações

O Atlético-PR estava irreconhecível no empate sem gols com o Criciúma, no interior de Santa Catarina. Nem mesmo a troca de camisas durante o intervalo mudou a sorte rubro-negra, que viu o sonho do acesso para a Série A adiado para o clássico contra o Paraná, no próximo sábado. O principal motivo destacado pelos jogadores foi a falta de eficiência e calma nas finalizaçoes.

Na etapa inicial, o Furacão chegou poucas vezes na meta do goleiro Michel Alves, sem conseguir acertar o último passe antes do chute. A marcação fechada na linha de quatro dos catarinenses foi fundamental para neutralizar as jogadas conhecidas do Furacão. Tando que na saída do primeiro tempo, o lateral-esquerdo Pedro Botelho deu a dica do que precisava melhorar no segundo tempo:

- Temos que ter mais calma no último passe, pois daí vai melhorar mais ainda - destacou.

O Furacão melhorou mais a posse de bola, sem errar tantos passes, mas faltando a melhor parte de um jogo: a bola na rede. O time teve, pelo menos, cinco chances claras para abrir o placar e garantir o acesso - já que o São Caetano só ficou no empate com o Goiás, 1 a 1.

Aos quatro minutos, Felipe cruzou na área, mas a defesa fez um corte providencial e evitou que Marcelo chegasse livre. Nove minutos mais tarde, Pedro Botelho se precipita e, ao invés de tocar para o livre Elias, chuta fraco e para fora. Em mais duas oportunidades, Marcelo e Elias arriscaram de fora área, mas o arqueiro catarinense defendeu.

O zagueiro Luiz Alberto saiu chateado por ver o Criciúma comemorar o acesso para a elite do futebol ao invés do time paranaense, mas conseguiu resumir bem comom foi o segundo tempo.

- Por pouco não saímos na Série A. Só dependia de um gol. Começamos o segundo tempo bem postado, sempre acreditando, em cima tentando fazer um gol. O time do Cricúma é uma bela equipe e se segurou. Paciência. Não acabou ainda e tem o jogo contra o Paraná.

O lateral-direito Maranhão dá voz para o colega Luiz Alberto, mas diz que o resultado não foi ruim. O pior seria sair com uma derrota do estádio Heriberto Hulse, que colocaria mais pressão no clássico contra o Paraná, no sábado.

- A última finalização na hora de fazer o gol acabamos errando. Não deu para ganhar, mas não perdemos o jogo.