O torcedor atleticano não mediu esforços para acompanhar o Furacão na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro. A expectativa inicial era que o espaço dos visitantes no estádio Heriberto Hülse fosse de apenas 1.900 lugares, mas a diretoria do Tigre ampliou o setor para ofertar mais entradas.
O confronto contra o Criciúma pode representar o retorno do Atlético-PR para a elite do futebol brasileiro, um ano após a trágica queda. Para conseguir o feito neste sábado, o Furacão precisa vencer e torcer por um empate do São Caetano (que enfrenta o Goiás), ou empatar a partida e esperar uma derrota do Azulão.
Torcida do Atlético-PR no estádio Heriberto Hulse (Foto: Gabriel Hamilko / GloboEsporte.com)
O motivo especial foi mais que suficiente para mobilizar os torcedores. Os sócios mais atentos conseguiram vagas nos três ônibus disponibilizados pela diretoria rubro-negra. A torcida organizada Fanáticos ofertou mais vinte ônibus, além de outras excursões organizadas pelos próprios torcedores. Quem não conseguiu vaga, comprou uma passagem para Criciúma e foi por conta própria, nem que fosse pela madrugada.
O torcedor Antônio Siqueira Alves embarcou às três horas da manhã na Rodoviária de Curitiba e nem tinha ingresso na mão. A esperança dele era ficar de plantão no estádio do clube catarinense e encontrar um novo lote à venda.
- É um momento histórico e que temos condições para subir de qualquer maneira. Não posso perder de jeito algum. Não sou sócio, então tive que me aventurar sozinho - explica o torcedor, que passou a madrugada de sexta para sábado viajando, mas pediu para não ser fotografado.
O que parecia improvável para Alves aconteceu: mais 200 ingressos foram colocados nas bilheterias dos visitantes, fazendo a alegria dos atleticanos de última hora.
No comboio de ônibus a viagem transcorreu de forma normal, sem incidentes no caminho. Após uma parada na entrada da cidade, para reunir todo o comboio, os torcedores conseguiram completar o espaço reservado às 14h30 (de Brasília).
Já dentro do gramado, os rubros-negros não deixaram de fazer a festa comum com bandeiras e gritos organizados, sobrepondo muitas vezes o canto dos torcedores locais.