sábado, 15 de dezembro de 2012

Auxiliar, Alberto aprende com Ricardo Drubscky e busca sonho: ser técnico

Alberto Valentim, do Atlético-PR, tem um sonho: ser técnico de futebol. Para alcançar o objetivo, o hoje auxiliar tem um "professor" no dia a dia: Ricardo Drubscky, comandante rubro-negro.

Antes de ser contratado para o cargo de assessor da presidência, Alberto teve "aulas" com Abel Braga (do Fluminense), Dorival Júnior (então no Santos) e Felipão (ex-Palmeiras), além dos ex-atleticanos Adílson Batista e Leandro Niehues. Agora, ele aprende com o atual treinador do Furacão:

- Estou aprendendo muito com o Ricardo, aprendendo muito nessa nova função. Estou correndo atrás, estudando, procurando melhorar a cada dia para fazer uma carreira muito legal - afirma Alberto Valentim, em entrevista ao Globo Esporte, da RPC TV.

Como jogador, entre 1993 e 2009, Alberto teve passagem por Atlético-PR, Guarani, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo, além dos italianos Udinese e Siena. E como gerente esportivo, por Udinese, Juventus e Roma. Com tanto tempo no futebol italiano, ele quer usar o conhecimento adquirido e unir as culturas:

- Na Itália, eu procurei pegar tudo de bom, não só a cultura. Com o futebol, eu aprendi muito. É um futebol muito tático. Procurei para pegar muitas coisas boas deles, tanto que, quando tomei a decisão de virar treinador, procurei fazer estágio lá também. Se eu conseguir unir a cultura deles com a nossa, tenho certeza que dá para fazer um trabalho bem bacana.

Tempos de jogador

Alberto Valentin, lateral-direito e auxiliar técnico do Atlético-PR (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Como jogador, Alberto tem três passagens pelo
clube (Foto: Divulgação/Site do Atlético-PR)

De olho no futuro, Alberto relembra o passado. Hoje auxiliar técnico no Furacão, ele tem três passagens pelo clube como lateral-direito: em 1996, em 1999 e em 2008. Logo na estreia com a camisa rubro-negra, ele deu duas assistências para o ex-atacante Paulo Rink, e o time venceu o Bragantino por 3 a 1, na velha Baixada.

- Foi um campeonato em que, talvez com um pouquinho mais de sorte, nós pudessemos ter disputado a final. Perdemos para o Atlético Mineiro, em um jogo em que estávamos ganhando nas oitavas de final. Perdemos a nossa classificação dentro de casa porque ganhamos somente de 1 a 0. Nós precisávamos fazer dois gols - lembra.

Depois de passagem por Cruzeiro, Flamengo e São Paulo, Alberto voltou para o Atlético-PR. Em 1999, o clube inaugurou a Arena da Baixada e, pela primeira vez, conquistou uma vaga para disputar a Taça Libertadores. Alberto fala sobre a conquista e lembra das palavras do mandatário rubro-negro, Mario Celso Petraglia:

- Conseguimos o título da Seletiva, que deu a oportunidade, pela primeira vez, de o Atlético disputar uma Libertadores. Em 99, eu entrei na seleção eleita pela CBF, e foi um momento marcante. Aquele foi um ano de transformação. Foi o ano de inauguração da Arena, e eu me lembro muito bem: nas reuniões com o doutor Mario Petraglia, ele falava que o Atlético seria grande. Ele fez alguns cálculos que o Atlético seria campeão em cinco anos, mas foi em dois. Ou seja, o Atlético deu um salto de qualidade muito grande.

Alberto chamou atenção e foi negociado com a Udinese, onde ficou de 1999 a 2005. Depois, ele passou pelo Siena. O lateral-direito voltou ao Furacão em 2008. Naquele ano, a equipe lutava contra o rebaixamento, e o jogador comenta sobre o jogo decisivo contra o Flamengo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro:

- Eu fiquei oito anos fora e voltei, infelizmente não jogando aquilo que eu imaginava que podia para ajudar o clube. O importante é que eu cheguei em uma situação difícil, em que o clube lutava para não cair, e a gente conseguiu, com vitória sobre o Flamengo (por 5 a 3) na última rodada, livrar o clube do rebaixamento - conclui o hoje auxiliar técnico atleticano.