sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Coxa denuncia ameaças a vereadores contrários a crédito para Arena

As trocas de acusações entre Coritiba e Atlético-PR seguem aquecidas. Depois de a diretoria do Furacão disparar contra o Coxa por não emprestar o Couto Pereira durante a reforma da Arena da Baixada, foi a vez do Alviverde criticar o rival. Em nota oficial, a cúpula do Verdão afirma que vereadores de Curitiba que se mostraram contrários ao aumento no repasse de créditos para a conclusão do estádio da Copa do Mundo acabaram recebendo ameaças.

Na última quinta-feira, em votação na Câmara Municipal, ficou definido que os atleticanos receberão R$ 123 milhões pela Lei do Potencial Construtivo, contra R$ 90 milhões previstos inicialmente. Durante a votação, dezenas de torcedores do Furacão compareceram ao prédio público e comemoraram a alteração do repasse.

O que parecia decidido, no entanto, pode ganhar mais um capítulo após comunicado oficial emitido pelo Coritiba. Segundo a notam conselheiros e torcedores do rival teriam ameaçado os políticos que haviam se posicionado contra o aumento do montante para a conclusão da reforma da Arena da Baixada. Além da denúncia, o Coxa voltou a manifestar sua insatisfação com o uso de dinheiro público na obra.

Confira a nota oficial da diretoria divulgada no site do Coritiba:

O Coritiba Foot Ball Club vem a publico manifestar a sua mais irrestrita solidariedade aos vereadores que foram atacados e ameaçados, na sessão de ontem da Câmara dos Vereadores, por terem se posicionado contra ao projeto da Prefeitura que prevê mais dinheiro público para a construção de um estádio de propriedade privada. A atitude de conselheiros e de torcedores de facções organizadas daquele clube, consentidas pela direção da Casa, ferem os mais básicos direitos dos cidadãos brasileiros, previstos na Constituição, de liberdade de opinião e expressão política.

O Coritiba reitera mais uma vez a sua posição de que o projeto que concedeu e aumentou o potencial construtivo, para injetar recursos públicos na construção desse estádio, é ilegal e imoral. Os poderes públicos municipal e estadual, com o apoio da maioria governista da Câmara, que aprovaram e avalizaram tal operação, deixam claro que não têm qualquer comprometimento com o interesse público e o dinheiro do contribuinte.