O Paraná foi mais feliz no primeiro clássico do ano e venceu o Atlético-PR por 1 a 0, em partida realizada no Ecoestádio Janguito Malucelli. O gol foi marcado no segundo tempo pelo zagueiro Anderson, após cobrança de Lucio Flavio. O resultado motivou a equipe paranista, que calou um público formado de 4.106 pessoas - sendo que somente 200 eram tricolores.
Com o triunfo sobre o rival, o Paraná terminou como o segundo colocado da competição, com sete pontos em três jogos. Já o Furacão permanece sem vencer no Paranaense e sofreu a primeira derrota. O time rubro-negro tem somente dois pontos e está na parte inferior da classificação.
A quarta rodada do Paranaense será disputada na quarta-feira, quando os dois times voltam a jogar. O Tricolor recebe o líder Londrina na Vila Capanema, às 19h30m (de Brasília). Já o Atlético-PR enfrenta o Toledo, no interior do estado, às 20h30m.
Com a regência de Zezinho, Atlético-PR é mais efetivo nas finalizações
Cada lado começou com um reforço importante, que poderia desequilibrar a partida. No lado atleticano, o meia Zezinho estava regularizado e começou jogando, enquanto no Paraná, a camisa 9 ficou com o atacante Reinaldo - principal esperança de gols no Tricolor. Mas o que se viu nos minutos iniciais foi um Furacão mais observador e precipitado nas saídas de bola. O Paraná até tentou criar oportunidades, mas não conseguiu passar do meio-campo.
Com mais organização e toque de bola, o Atlético-PR conseguiu aproveitar os contra-ataques e chegar com mais perigo no gol de Luis Carlos. No mesmo momento, começou a brilhar a estrela de Zezinho, que movimentou a defesa paranista. A principal chance foi dele, aos 20 minutos, quando driblou dois marcadores e chutou na trave esquerda.
A organização do Furacão melhorou, apesar da posse de bola estar bem dividida entre as duas equipes. Em três minutos, Zezinho foi responsável por mais dois lances de perigo. Primeiro, aos 32, o meia cobrou falta no lado direito e o volante Renan Foguinho - impedido - desviou para a rede. Gol anulado. Na sequência, Zezinho se livrou dos marcadores e tocaou para Junior Barros, que contou com o desvio da zaga.
A única chance mais clara do Paraná aconteceu aos 38 minutos, quando Reinaldo fez a fila na esquerda e cruzou na área. O goleiro Santos defendeu, mas não conseguiu segurar a bola. Por pouco, Luisinho não finalizou com o gol livre.
Paraná inverte o jogo e consegue fazer o gol da vitória
O técnico Toninho Cecílio não foi muito paciente antes de realizar a primeira substituição. Já no retorno do intervalo ele alterou os meias. Tirou o jovem Neverton pelo mais experiente Wellington. A diferença já foi nítida. O Tricolor melhorou na armação das jogadas. Com 10 minutos, o meia cobrou falta e Zé Luis desviou para o gol, mas estava impedido. No lance seguinte. Wellington conseguiu finalizar a primeira bola do Tricolor, que exigiu uma boa defesa do goleiro Santos.
Como resposta, o Atlético-PR conseguiu marcar o segundo gol da partida, mais um invalidado. Zezinho aproveitou boa bola e chutou cruzado, sem chances. Mas a arbitragem marcou antecipação do meia atleticano.
A evolução do Paraná chega ao ponto máximo aos 23 minutos, quando Lucio Flavio cobra escanteio e o zagueiro Anderson desviou para abrir o marcador. 1 a 0 e silenciou o Ecoestádio. O técnico Arthur Bernardes respondeu com a primeira substituição: saiu Zezinho para a entrada de Harrison.
O gol paranista foi um balde de água fria nos atleticanos, que voltaram a descer para o ataque de forma desorganizada. O treinador Arthur Bernardes também ajudou a irritar a torcida. Após tirar Zezinho, que era o melhor em campo, ele substituiu Pablo por Edigar Júnior. Na sequência, mais uma alteração no meio: Renato por Marcos Guilherme. No Tricolor, Toninho tirou Lucio Flavio e Reinaldo para dar mais fôlego com Paulo Renê e Alex Bruno.
No último minuto, o Furacão ainda tentou dar o último respiro, quando Pablo levantou a bola na área, que após de passar por toda a área, foi para o outro lado. Muito tarde. No exato momento, o árbitro apitou o final de jogo e decretou a vitória paranista.