domingo, 27 de janeiro de 2013

Torcida perde paciência contra time, técnico e dirigentes do Atlético-PR

Torcida paranista dentro do Ecoestádio Janguito (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)Torcida do Atlético-PR teve que ver os paranistas
comemorarem a vitória(Foto: Fernando Freire)

O início do clássico do Atlético-PR contra o Paraná Clube parecia uma redenção dos dois empates que o time rubro-negro teve no Campeonato Paranaense. A torcida aproveitou a tarde de sol e ocupou boa parte das arquibancadas do Ecoestádio Janguito Malucelli em busca de um bom jogo e uma vitória atleticana. O que ninguém esperava é que tanta expectativa poderia se transformar em revolta e sofrimento.

Nos 47 minutos iniciais do duelo, o torcedor se alentou com um time rápido e que contou com um talismã no meio-campo: Zezinho. O meia aproveitou os espaços do Paraná e driblou jogadores, deu passes importantes e quase fez um belo gol - que acertou a trave. A única impaciência de alguns torcedores foi com a comodidade dos atletas mais jovens, que não lutavam pela bola.

A esperança virou em desespero na etapa seguinte. Com um Tricolor modificado e mais agudo no ataque, o Atlético-PR repetiu os erros do primeiro tempo e conseguiu tomar um gol de cabeça, após cruzamento de Lucio Flavio. O lance contra o Rubro-Negro foi o primeiro estopim para a torcida começar a pedir "raça".

A primeira reação do técnico Arthur Bernardes foi tirar o melhor jogador do Atlético-PR em campo: Zezinho. O próprio atleta solicitou a substituição, após ficar cansado de carregar o time para o ataque. Mas a torcida não quis saber de justificativas. Uma sonora vaia tomou conta do Janguito, com um coro de "burro" para Bernardes, que cresceu gradativamente.

Uma sonora vaia tomou conta do Janguito, com um coro de "burro" para Bernardes, que cresceu gradativamente

A partir dali, os principais cantos de apoio se transformaram em gritos desesperados de "corra mais", "avança", "não para de correr" ou "chuta". O descontentamento com a comissão técnica fez com que vários treinadores surgissem em meio a arquibancada. O torcedor teve mais um momento de discordar de Bernardes, quando ele tirou o atacante Pablo para a entrada de Edigar Junior.

O jovem time do Atlético-PR lutou até o final, quando o árbitro decretou o final da partida e o final de um tabu de cinco anos sem perder para o Paraná. Algumas dezenas de atleticanos viraram para o lado da arquibancada paranistas e aplaudiram os rivais, como forma de protesto.

Na saída, a exaltação sobrou para os dirigentes do Furacão. Enquanto a torcida aguardava para deixar o estádio, muitos gritaram e se penduraram no alambrado que separa o gramado da torcida, com xingamentos direcionados para o presidente Petraglia, jogadores e comissão técnica. A Polícia Militar foi ao local para garantir que nenhum jogador iria invadir o gramado.

Com dois empates e uma derrota no Campeonato Paranaense, o Atlético-PR é o oitavo colocado e enfrenta o Toledo na quarta-feira, às 20h30m (de Brasília), no interior do estado.