No primeiro Atletiba em uma final, coxas-brancas
foram campeões (Foto: Divulgação/Atlético-PR)
O Atletiba da final do estadual serve de "tira-teima" para desempatar uma estatística. Coritiba e Atlético-PR vão protagonizar a decisão pela 15ª vez na história. Apesar de o Verdão ter mais títulos ao todo (36 a 22), o confronto direto é equilibrado. Coxas-brancas e rubro-negros venceram o rival no último jogo sete vezes cada. Para o 15° duelo, o Coxa tem a vantagem de precisar apenas de um empate no Estádio Couto Pereira, às 15h50m (horário de Brasília) de domingo. No caso do Furacão, a vitória é essencial para poder levantar a taça pela oitava vez após uma final contra o principal adversário.
A disputa direta entre Coxa e Furacão começou em 1941, quando o Verdão levou a melhor na primeira disputa. O Atlético-PR deu o troco em 1945, com duas vitórias por 3 a 2. Mais recentemente, quem leva a melhor é o Verdão, com duas conquistas - 2008 e 2012. No ano passado, a vitória só aconteceu na disputa de penalidades máximas. O atacante Guerrón errou, e o meia Éverton Ribeiro fez o gol da vitória coxa-branca.
A última conquista do Atlético-PR em uma final direta contra o Coxa foi no Campeonato Paranaense de 2005. Assim como na temporada passada, a vitória só foi sacramentada após os pênaltis. Capixaba e Reginaldo Nascimento erraram as suas cobranças para o Alviverde, enquanto Lima balançou as redes, na Arena da Baixada.
Krüger prevê comemoração maior do campeão pelo gostinho especial
O ex-meia coxa-branca Dirceu Krüeger sabe como é vencer o principal rival em uma final direta. Em 1972, o Coritiba conquistou o segundo título da sequência de seis campeonatos. A decisão foi contra o Furacão. No primeiro jogo, o Flecha Loira (como ficou conhecido Krüeger) foi o autor do gol do título coritibano. Um empate na segunda partida foi o suficiente para a festa. O ídolo alviverde disse que um clássico disputado em uma final é um momento especial para o futebol.
Segundo Krüeger, o momento deixa o jogo - e o título - ainda mais importante. O Flecha Loira acredita que o Atletiba ganha um significado ainda maior.
- Além da vitória normal sobre o rival, tem a conquista do título e a liderança na histórico de confronto. Não vai faltar festa. Ainda mais se for o Coritiba, vai dar para comemorar mais um tetracampeonato histórico. Só uma coisa é certa. Alguém vai liderar esse ranking - completou o extrovertido Krüeger.
Para Gustavo, clássico e equilíbrio andam juntos
O zagueiro Gustavo, ex-Furacão, participou de um dos 14 Atletibas decisivos. Ele era titular em 2000 e, inclusive, marcou o gol de empate no segundo jogo - resultado que garantiu o título rubro-negro. Ele afirmou que o equilíbrio na decisão acontece porque os dois clubes são grandes e apontou a força do grupo como um diferencial:
- É tão equilibrado porque é clássico, né? São dois times grandes. Normalmente, quando não tem o Paraná, eles que fazem a final. São os times com mais dinheiro e que, com isso, fazem as melhores contratações. O diferencial, normalmente, é o grupo. Se o time tem vontade maior e o grupo é mais forte, ele tem mais chances de sair campeão. Naquele ano, o grupo era unido. Ganhamos a Seletiva de 99 e conquistamos o estadual em 2000. Depois, fomos campeões brasileiros em 2001 - afirmou o ex-zagueiro do Atlético-PR.
Gustavo, que está trabalhando em São Paulo, acompanha os garotos do sub-23 de longe e revela a receita para uma vitória na casa do rival:
- O Atlético-PR tem que fazer o mesmo que no primeiro jogo da final. Entrar com disposição, buscar a vitória. E precisa ter atenção aos detalhes, que fazem a diferença. Apesar de ser sub-23, o time já é profissional. Eles estavam desacreditados no começo, até pegar entrosamento. Hoje, eles tem condições de vencer o Atletiba e conquistar o título.