O técnico Jorginho tem uma marca registrada no seu trabalho: o gosto por treinos longos e fortes. No primeiro dia no CT do Caju, nesta quinta-feira, ele deixou claro a característica, quando prolongou o coletivo por mais de uma hora a mais do que o habitual.
Questionado na entrevista de apresentação sobre qual era a forma de trabalhar com o grupo, Jorginho explica que faz de tudo um pouco, mas dá destaque ao trabalho puxado e sem moleza aos jogadores.
- Nós trabalhamos bem forte. Todos os clubes em que trabalhamos, as pessoas diziam que era forte. Nossa forma de ser. Fui atleta por 21 anos, e desse meu tamanho para jogar no meio dos grandes, ou treinava muito ou não ia jogar. Para se conquistar algo no futebol tem que se dedicar demais até o extremo.
Jorginho (o centro) com o auxiliar Anderson Lima Veiga (esq.) e o preparador físico José Omar Feitosa (direita)
(Foto: Gabriel Hamilko / GloboEsporte.com)
A particularidade de Jorginho já rendeu alguns puxões de orelha do preparador físico José Omar Feitosa, que acompanha o técnico nos clubes em que passa.
- Nós treinamos muito e o Omar ainda tenta me segurar: "calma". Eu respondo que não tem calma. Mas nos entendemos bem, acho que esperamos ter tempo suficiente para mostrar o trabalho e dar certo.
Sem conseguir persuadir o amigo, Feitosa explica que organiza a preparação física dos jogadores conforme a carga de treinos de Jorginho.
- O treinamento da preparação física é em função da parte técnico-tático. Como os treinamentos do Jorge tem uma intensidade física muito grande, especificamente os com bola. O meu trabalho é em função do treinamento dele. O Jorge faz muito treino reduzido e complemento de finalização. Essa é a forma de tentar acelerar o processo de treinamento dos atletas.