sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Atlético-PR quer promover de festa de aniversário a shows na Baixada

Arena da Baixada (Foto: Divulgação)Projeto da Arena da Baixada com teto retrátil
(Foto: Divulgação/Atlético-PR)

O Atlético-PR quer fazer da Baixada uma arena multiuso. O objetivo é receber, além dos jogos de futebol, eventos de grandes portes - como revelado no anúncio da gestora do estádio, a AEG, na tarde desta quinta-feira, em um hotel no centro de São Paulo. 

Mas o objetivo do Rubro-Negro paranaense vai além. O clube quer movimentar a Baixada durante todo o ano. Segundo o diretor de marketing Mauro Holzmann, o local vai ter lojas, restaurantes, bares e museus. O objetivo é que a Arena receba de "aniversários de crianças" a show para 60 mil pessoas:

- Existe uma falácia de que você movimenta estádios grandes com grandes shows. Você não consegue fazer um show para 50 mil pessoas mais do que cinco vezes por ano. Mas se você tem vários eventos acontecendo ao mesmo tempo, em salas de vários tamanhos, como vamos ter lá, desde aniversário de criança até o lançamento de um produto, você vai ter movimento durante todo o ano. É só saber aproveitar, com restaurantes, bares e museus, como a gente vê pelo resto do mundo - afirma o diretor rubro-negro.

Depois de pronta, a Arena vai receber 43.981 pessoas em dias de jogos e até 60 mil em shows. Além do estádio, o clube vai construir uma arena indoor, com capacidade para 10 mil pessoas, para eventos menores e jogos de outros esportes.

Inovações do projeto

Diretor de marketing do Atlético-PR, Mauro Holzmann destaca dois diferencias no projeto da Arena da Baixada e da Arena indoor. A primeira inovação, segundo ele, é a ligação entre os dois locais, com áreas em comum, principalmente na parte VIP: 

- Quanto às inovações, como o pessoal da AEG falou, eles nunca viram um projeto no mundo em que você tenha um estádio de futebol ao lado de uma arena indoor, em que as duas se comunicam. Elas têm áreas em comum, principalmente na área VIP. Isso já é uma inovação - comenta o diretor, que fala ainda sobre o teto retrátil da Baixada:

- A segunda inovação é o teto retrátil. Acho que é o único estádio da América Latina com teto retrátil. Nós ainda temos um problema porque Curitiba é uma cidade em que chove muito. Chuvitiba, como a gente chama lá. Isso vai nos dar um diferencial muito grande, principalmente para outros eventos. Futebol, você se acostuma a jogar na chuva. Mas, outros eventos, você vai fazer um show e se a chuva vem, você pode ter problemas. Isso é uma solução técnica simples e rápida. São 15 minutos para abrir e 15 para fechar - completa.