segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Internautas do LANCE!Net elegem golaço de Ibra o mais bonito de 2012

LANCEPRESS! - 31/12/2012 - 17:06 Rio de Janeiro (RJ)

O internauta do LANCE!Net votou nos últimos três dias e elegeu o gol de Ibrahimovic, no amistoso da Suécia contra a Inglaterra, como o mais bonito de 2012. O atacante sueco, que recebeu 37% dos votos, desbancou o gol de Neymar em cima do Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, que recebeu 33% dos votos, e o de Ben Arfa, com a camisa do Newcastle United, em partida válida pela Copa da Inglaterra, que recebeu 7% dos votos.

Diferente do segundo e terceiro colocados, o gol de Ibrahimovic, o último marcado na vitória por 4 a 2 sobre a Inglaterra, em Estocolmo (SUE), não está entre os concorrentes ao Prêmio Puskas, da Fifa, que é entregue ao jogador que fez o gol mais bonito do ano em janeiro. Devido à proximidade do golaço com a data de divulgação dos candidatos - dia 22 de novembro -, o jogador do Paris Saint-Germain acabou ficando fora da lista e só irá poder concorrer no ano que vem.

A Suécia vencia o amistoso contra a seleção inglesa por 3 a 2 até o goleiro Hart, já nos acréscimos do segundo tempo, sair mal do gol e espantar, meio sem jeito, uma bola da grande área com a cabeça. Ibra não pensou duas vezes. Viu o adversário muito adiantado e arriscou uma linda bicicleta com tremenda felicidade. A bola encobriu o arqueiro inglês, estufou a rede, deu números finais à vitória sueca e conquistou a preferência dos leitores do L!Net em 2012, o ano dos golaços. Que venham mais pinturas como a de Ibra no ano que vem. O futebol agradece.



Atlético-PR anuncia Antônio Lopes como diretor de futebol do clube

LANCEPRESS! - 31/12/2012 - 10:07 Curitiba (PR)

Antônio Lopes - Atlético-PR (Foto: Divulgação/CAP)
Antônio Lopes volta ao Furacão como diretor de futebol (Foto: Divulgação/CAP)

Antônio Lopes, aos 71 anos, está de volta ao Atlético-PR. No último domingo, o clube paranaense, através do seu site oficial, anunciou que o delegado é o novo diretor de futebol do time principal e da equipe Sub-23. Será a sexta passagem de Lopes pelo Furacão - as cinco primeiras foram como treinador. Segundo o Atlético, a chegada de Lopes "dá continuidade a filosofia da profissionalização total do clube".

- Estou voltando feliz. Todos sabem que é o time que eu torço aí, sempre me identifiquei muito e agora volto ao convívio do Atlético nesta nova função. Quando conversei com o (Mario Celso, presidente do Atlético) Petraglia, não tive dúvidas em voltar, pois sei do grande projeto do clube - disse, ao site do clube.

Lopes, que será apresentado ao elenco principal e Sub-23 no dia 3 de janeiro, explicou como será o seu trabalho no clube,

- Serei o elo entre a presidência e a comissão técnica. Farei um trabalho parecido com que eu fiz na Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2002, onde fomos pentacampeões. Vou trabalhar junto com toda a comissão, procurando assessorar o trabalho e oferecendo boas condições técnicas - disse o diretor de futebol do Furacão, antes de mostrar confiança em um 2013 vitorioso.

- O Atlético está se preparando bem, com uma estrutura espetacular. A expectativa é boa e um prenúncio que teremos um bom ano. A torcida pode esperar um profissional dedicado ao máximo para fazer com que o clube tenha uma boa Série A e volte ser aquele Atlético forte.

A primeira passagem de Lopes no Atlético foi em 2001 e a última em 2011, quando, após rápida passagem pelo América-MG, não evitou o rebaixamento do Furacão para a Série B.



Promessas do Goiás sonham com oportunidade no time profissional

O ano de 2013 começará e as atenções logo se voltarão para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, principal competição amadora do futebol brasileiro. É a chance que muitos garotos têm de chamar atenção, conseguir um destaque por meio de boas atuações, e mostrar que podem atuar na equipe profissional. No Goiás não é diferente. O time, que foi eliminado pelo Corinthians no ano passado na segunda fase, está mais maduro e promete brigar forte na competição.

Como a diretoria esmeraldina encontra dificuldades para fazer contratações para o time principal, esta é a oportunidade que muitos jogadores da base esperam. Um deles é o goleiro Paulo Henrique, de 18 anos. O jovem sabe que terá de esperar seu momento, pois concorre com Harlei e Renan, mas pelo menos já tem a experiência de treinar com os profissionais há um ano e meio.

- Todo mundo está querendo uma chance na equipe de cima. Tenho certeza que o Enderson Moreira (técnico dos profissionais) estará de olho na competição – afirma Paulo Henrique.

Houve mudança no regulamento para 2013 no que diz respeito ao limite de idade. A Copinha  poderá ser disputada por jogadores com até 20 anos de idade e não mais 19, como foi em 2012. Com isso, muitos atletas que disputaram a última edição do torneio estarão em campo novamente.

- A gente não conhece os adversários, mas vamos tentar trabalhar em cima do que fizemos nas competições goianas. Temos que melhorar o que fizemos no ano passado – diz o volante Túlio.

O Goiás está no Grupo L, ao lado de Guarani, Guarany-SE e Lemense, e estreia no próximo dia 4, contra o Guarani. Outra promessa esmeraldina é o meia Liniker, que também participou da Copa São Paulo em 2012 e destaca o amadurecimento do grupo.

- Não podemos escolher nossos adversários. A gente amadureceu nesta temporada. Tenho certeza que faremos um grande torneio.
 



Sem liberação do Atlético-PR, Mogi Mirim desiste de atacante Fernandão

fernandão atlético-go x palmeiras (Foto: Agência Estado)Fernandão não reforçará o Mogi Mirim na disputa
do Campeonato Paulista (Foto: Agência Estado)

O Mogi Mirim perdeu um reforço que estava quase garantido. Depois de anunciar a transferência de Fernandão para o time paulista, o Atlético-PR recuou e rejeitou a oferta do Sapo. Assim, o atacante permanecerá na Arena da Baixada para disputar o Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil e o Brasileirão.

O gerente de futebol Luiz Simplício, que dirigiu o Mogi interinamente na semifinal da Série D deste ano, entrou em contato com o presidente atleticano, Mario Celso Petraglia. O cartola do Furacão confirmou que não pretende liberar o jogador de 25 anos.

Assim, o Mogi Mirim buscará mais um centroavante para disputar o Paulista. O clube pretende contratar alguém do mesmo nível de Hernane, que, em 2012, foi o grande destaque da equipe que acabou campeã do interior. Ele foi vice-artilheiro do Estadual, com 16 gols, atrás apenas de Neymar. Depois, transferiu-se para o Flamengo.

Com passagens por clubes como Flamengo, Macaé, Paysandu, Guarani e Palmeiras, Fernandão foi contratado pelo Atlético-PR em maio para a disputa da Série B. Ele disputou 11 jogos e marcou apenas três gols. Seu contrato vai até o fim de 2015.

O Mogi estreia no Paulistão no dia 20 de janeiro, contra a Ponte Preta, às 19h30, em Campinas.



Sub-23 do Atlético-PR encerra fase inicial de quatro semanas de treinos

Treino da equipe Sub-23 do Atlético-PR (Foto: Divulgação / Site oficial do Atlético-PR)Treino da equipe Sub-23 do Atlético-PR
(Foto: Divulgação / Site oficial do Atlético-PR)

Os garotos do Sub-23 do Atlético-PR, que terão a missão de representar o time no início do Campeonato Paranaense, terminaram a primeira fase de treinamento. Após quatro semanas reunidos e com trabalhos diários, o grupo tem uma folga de dois dias e depois retomam os treinamentos.

O principal destaque do mês de preparação da equipe rubro-negra foi um torneio internacional, disputado no Uruguai, em que o Furacão terminou na terceira posição. O teste serviu para dar uma noção de como o time se comporta inicialmente. Na segunda fase da pré-temporada, o Sub-23 deverá receber reforços de alguns jovens profissionais, como Edigar Junio e Taiberson.

O preparador físico da equipe, Edy Carlos, ressalta que as quatro semanas de treinamentos foram produtivas, principalmente agregando mais com o torneio internacional.

- A evolução foi muito grande, haja visto o torneio que disputamos no Uruguai. Foi uma competição de um nível muito elevado, com equipes muito bem preparadas. Os atletas responderam muito bem - complementa, em entrevista ao site oficial atleticano.

Os jovens atleticanos se reapresentam na quarta-feira - 2 de janeiro - pela manhã, quando serão feitos alguns testes para medir a evolução física e pensar na preparação mais intensa.

- Em um primeiro momento fizemos a base física deles, com parte aeróbia e força, que perdem bastante. Agora, entramos em um momento em que a prioridade passa a ser as partes técnicas e táticas, embora ainda trabalhemos ainda a parte física.

No mesmo dia, os jogadores serão apresentados ao novo treinador Sub-23, Arthur Bernardes, que vai comandar o grupo em 2013. A outra novidade é o diretor de futebol contratado para a temporada, que será o ex-técnico Antônio Lopes.



Atlético PR anuncia Antônio Lopes como novo diretor de futebol

Antônio Lopes retornou para o Atlético-PR para sua sexta passagem pelo clube. Dessa vez, porém, não será no cargo de treinador: o clube anunciou sua contratação para o cargo de diretor de futebol e do sub-23.

"Estou voltando feliz. Todos sabem que é o time que eu torço aí, sempre me identifiquei muito e agora volto ao convívio do Atlético nesta nova função. Quando conversei com o Petraglia, não tive dúvidas em voltar, pois sei do grande projeto do clube", declarou o novo diretor.

Lopes deu maiores detalhes sobre sua função. "Serei o elo entre a presidência e a comissão técnica. Farei um trabalho parecido com que eu fiz na Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2002, onde fomos pentacampeões. Vou trabalhar junto com toda a comissão, procurando assessorar o trabalho e oferecendo boas condições técnicas", explicou.

O treinador de 71 anos mostrou esperança de uma boa temporada no clube paranaense. "O Atlético está se preparando bem, com uma estrutura espetacular. A expectativa é boa e um prenúncio que teremos um bom ano. A torcida pode esperar um profissional dedicado ao máximo para fazer com que o clube tenha uma boa Série A e volte ser aquele Atlético forte", afirmou.

Antônio Lopes levou o Atlético-PR ao vice-campeonato da Copa Libertadores de 2005, mas também tem uma mancha em seu histórico com o clube: foi o técnico do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2011. Além dele, Adilson Batista e Renato Gaúcho também treinaram a equipe na campanha da queda.



domingo, 30 de dezembro de 2012

Antonio Lopes é o novo diretor de futebol do Atlético-PR

Antônio Lopes (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Lopes explica a função: 'Farei um trabalho parecido
com o que fiz na Seleção na Copa de 2002'
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)

O Atlético-PR acertou neste domingo a contratação do ex-técnico Antonio Lopes, de 71 anos, para a direção de futebol. Ele vai cuidar dos departamentos profissional e sub-23 do Furacão.

- Estou voltando feliz. Todos sabem que é o time que eu torço aí, sempre me identifiquei muito e agora volto ao convívio do Atlético nesta nova função. Quando conversei com o Petraglia, não tive dúvidas em voltar, pois sei do grande projeto do clube - afirmou Lopes ao site oficial do Atlético-PR.

Conhecido da torcida, o delegado aposentado dirigiu o clube em cinco oportunidades - a última, no rebaixamento do clube para a Série B, em 2011.

- Serei o elo entre a presidência e a comissão técnica. Farei um trabalho parecido com que eu fiz na Seleção brasileira, na Copa do Mundo de 2002, quando fomos pentacampeões. Vou trabalhar junto com toda a comissão, procurando assessorar o trabalho e oferecendo boas condições técnicas.

Ainda em declaração ao site oficial, Lopes se diz empolgado.

- O Atlético está se preparando bem, com uma estrutura espetacular. A expectativa é boa e um prenúncio que teremos um bom ano. A torcida pode esperar um profissional dedicado ao máximo para fazer com que o clube tenha uma boa Série A e volte ser aquele Atlético-PR forte.

A apresentação de Antonio Lopes ao elenco profissional e sub-23 está marcada para o dia 3 de janeiro, no CT do Caju.



Em 2012, Arena da Baixada supera 50%, mas reinauguração é adiada

Depois de um ano turbulento, com contestações, discussões e até uma CPI, as obras na Arena da Baixa passam de 50%, mas a reinauguração - inicialmente prevista para março de 2013 - é adiada para o fim do ano.

Confira a retrospectiva das obras na Arena da Baixada na galeria de fotos

Lançada em outubro de 2011, as obras começaram mesmo em janeiro. Primeiro, até fevereiro, os operários retiraram as cadeiras e coberturas. Depois, em março, eles começaram a demolir os camarotes dos setores superiores. Nos meses seguintes, porém, o ritmo das obras caiu, principalmente pela falta de recursos. Em abril, o clube anunciou que receberia do empréstimo de R$ 131 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Porém, o próprio banco afirmava que faltavam etapas para o dinheiro ser liberado.

Andamento nas obras da Arena da Baixada: fevereiro (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Em fevereiro, operários retiravam cadeiras e cobertura (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

Em junho, ainda sem o empréstimo, os operários começaram a preparar a base para a construção do setor Brasílio Itiberê Superior. No mês seguinte, parte do material necessária para a conclusão da Arena chegou ao estádio. Em agosto, o clube divulgou os dados da obra. Segundo as informações, ela tinha avançado apenas 2% em cinco meses. Na época, ela estava em 44%. Em setembro, as casas no entorno da Arena começaram a ser demolidas.

Se nos primeiros meses de 2012, a maior dificuldade do Furacão era com a questão financeira, nos últimos meses, os desafios aumentaram. Em outubro, o então diretor jurídico do clube e vice-presidente do Conselho Deliberativo, Cid Campêlo, criticou a escolha das cadeiras da Arena da Baixada - a empresa selecionada tem Mario Celso Keinert Petraglia, filho do presidente atleticano, como sócio. Em entrevista coletiva, ele cobrou maior fiscalização nas obras e pediu a renúncia de Mario Celso Petraglia.

Com as denúncias, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi aberta. Logo na primeira sessão, na Assembleia Legislativa do Paraná, o mandatário rubro-negro respondeu dezenas de perguntas, falou sobre a qualidade das cadeiras escolhidas e saiu aplaudido pelos deputados. A CPI continuou, com a realização de outras sessões, mas não teve mais novidades.

Andamento nas obras da Arena da Baixada: outubro (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Em outubro, Atlético-PR encarava obstáculos nos bastidores (Foto: Divulgação/Site do Atlético-PR)

Em novembro, o empréstimo do BNDES foi, finalmente, aprovado. Porém, o Atlético-PR fazia exigências para assinar o contrato com a Agência de Fomentos, que intermedia a transação. O clube pedia para que o potencial construtivo, que seria usado como garantia junto ao banco, fosse calculado em cotas, o que aumentaria o valor dos títulos de R$ 90 milhões para R$ 123 milhões. O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, mandou uma mensagem para a Assembleia Municipal, e os vereadores decidiriam se a alteração seria ou não aprovada. No último dia 20, eles concordaram com a mudança.

Detalhe: antes de chegar à Câmara Municipal, o Atlético-PR encarou outra "novela" na Assembleia Legislativa do Paraná. Em maio, os deputados adiaram o projeto de lei que autorizaria que os recursos do BNDES fossem usados nas obras.  Com a alteração aprovada pelos vereadores, o empréstimo do BNDES deve chegar ao clube no começo de janeiro de 2013. Porém, com o atraso, o Atlético-PR adiou a reinauguração da Arena. Ela estava marcada inicialmente para março de 2013 e passou para julho.

Quando concluído, o estádio vai receber 43 mil pessoas em dias de jogos e até 60 mil pessoas em shows. O local vai ser palco de quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo de 2014.



Retrospectiva em fotos: veja o avanço das obras na Arena da Baixada em 2012

30/12/2012 13h09 - Atualizado em 30/12/2012 13h09

Em ritmo lento, obra começava em janeiro. Reinauguração - inicialmente marcada para março de 2013 e adiada para julho - passa para dezembro

Janeiro: ainda em ritmo lento, operários começam obras para conclusão da Arena da Baixada

Divulgação/Site oficial do Atlético-PR

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Procurado pelo Mogi Mirim, Atlético PR recusa negociar Fernandão

Mesmo não tendo sido muito utilizado em 2012, o atacante Fernandão continua nos planos do Furacão para a próxima temporada. Segundo o gerente de futebol do Mogi Mirim, Luís Simplício, que tinha interesse no jogador, o presidente do Furacão, Mauro Celso Petraglia, recusou negociar o jogador com o clube paulista.

"Nós fizemos uma sondagem com o Atlético, mas o presidente do clube disse que não iria liberá-lo. O Fernandão seria um bom reforço, mas já fizemos outras contratações para compor o elenco para o Paulista", declarou o dirigente ao jornal Gazeta do Povo, do Paraná.

Fernandão começou a carreira no América-RJ e passou por clubes de todo o Brasil, chegando ao Palmeiras em 2011, depois de boa passagem pelo Guarani. Do Verdão, o atleta foi para o Furacão, onde deve continuar em 2013.



VOTE! Ajude o LANCE!Net a escolher o gol mais bonito de 2012!

LANCEPRESS! - 29/12/2012 - 20:00 Rio de Janeiro (RJ)

A Fifa vai escolher o gol mais bonito de 2012 só em janeiro, mas aqui no LANCE!Net você pode eleger seu preferido ainda este ano, que pode-se dizer que foi a temporada dos golaços. Teve de tudo. Meio time driblado, voleios incríveis, chutes e bicicletas de fora da área... Não faltam boas opções nesta seleção de pinturas. Confira os gols no clipe acima e tenha a difícil missão de optar pelo melhor do ano. Boa sorte!

CLIQUE AQUI PARA VOTAR NO GOL MAIS BONITO DE 2012



sábado, 29 de dezembro de 2012

Convidados elegem times, jogadores e técnicos em alta e em baixa em 2012

Com o fim da temporada 2012, os convidados do destacam os clubes, jogadores e treinadores que melhor e pior aproveitaram o ano. Para o comentarista do SporTV André Loffredo, dois rivais paulistas são os destaques positivo e negativo de 2012. Em alta, está o Corinthians, não apenas pelo título mundial, mas também fora das quatro linhas.

- O Corinthians conquistou um título inédito, que foi a Libertadores, e ainda o Mundial. O corintiano era muito pressionado pelos rivais pela falta de uma Libertadores e, neste ano, esse peso acabou. O Corinthians tem feito um bom trabalho dentro e fora de campo: arrumou um patrocinador forte, renovou com o fornecedor de material esportivo por um valor muito alto, ampliou seu mercado dentro e fora do país. Foi o clube que melhor aproveitou o ano de 2012 - afirmou.

Corinthians recebe a taça do título Mundial (Foto: Getty Images)Corinthians terminou o ano com o título do Mundial de Clubes (Foto: Getty Images)

Para André Loffredo, do outro lado, está o Palmeiras. O clube do Palestra Itália, apesar do título da Copa do Brasil e da vaga na Taça Libertadores, terminou o ano rebaixado para a Série B e terá de montar um novo elenco.

- O Palmeiras, por mais que você não esperasse a conquista da Copa do Brasil, termina o ano rebaixado com rodadas de antecedência, uma pontuação e o time esfacelado - disse Loffredo.

Martinuccio, atacante do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/ Vipcomm)Martinuccio: no Cruzeiro, atacante reencontrou o
melhor futebol (Foto: Washington Alves/ Vipcomm)

Entre os jogadores, o comentarista do SporTV Lédio Carmona destaca o crescimento do atacante Martinuccio. Depois de não se firmar no Fluminense, o jogador passou pela Espanha e chegou ao Cruzeiro, onde reencontrou seus melhores momentos.

- O Martinuccio começou o ano mal, esquecido pelo Fluminense e foi emprestado ao Villarreal. Agora, termina o ano em alta, é cobiçado e virou ídolo da torcida de Cruzeiro. Ele conseguiu se encontrar no futebol brasileiro.

Em baixa para 2013, Lédio Carmona destaca o atacante Kleber. O Gladiador foi uma das principais contratações do Grêmio para a temporada, mas não teve um bom ano com a camisa do tricolor.

- O Kleber fez muitos gols no começo do ano, se lesionou e, quando voltou, não foi o mesmo. Ele não termina o ano desprezado, mas o Grêmio começa a se questionar se foi uma boa ideia contratá-lo - afirmou Lédio Carmona.

Entre os treinadores, o colunista da "Folha de S. Paulo" Fábio Seixas destaca também o corintiano Tite como o personagem de 2012.

- O Tite começou o ano com dificuldades na Taça Libertadores, se recuperou, conquistou o título e termina o ano apenas como campeão mundial.

Do outro lado, o campeão da Libertadores de 2011, Muricy Ramalho, não teve um bom ano e as dúvidas se acumulam para a próxima temporada.

- O Muricy começou o ano com o Santos ainda bem montado, foi campeão paulista, mas termina o ano com um trabalho superquestionado. O time não contratou grandes reforços, perdeu o Ganso e não trouxe ninguém à altura ainda. Ninguém sabe dizer como será o Santos de 2013.

Muricy Ramalho Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Muricy Ramalho: ganhou título paulista, mas Brasileirão foi irregular (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)



'Fora de série', Marcos Guilherme vai integrar grupo principal em 2013

Marcos Guilherme, meio-campo do Atlético-PR, pelo sub-18 (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Marcos Guilherme vai integrar o grupo principal
(Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

Definido como "maior talento da história do clube" e "fora de série" pelo presidente Mario Celso Petraglia, o jovem Marcos Guilherme vai integrar o grupo principal do Atlético-PR na próxima temporada.

O jogador de 17 anos poderia disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior ou ficar com o grupo sub-23, que vai jogar o primeiro turno do estadual. Mas o camisa 10 do time júnior em 2012 vai começar, em janeiro, a treinar com o time de cima, ao lado dos experientes Elias, Paulo Baier e Martín Ligüera, além dos jovens Felipe e Harrison.

Em agosto, durante entrevista coletiva, o mandatário rubro-negro rasgava elogios ao meio-campo, que tem passagem por A.A.B.B e Trieste e que está no Rubro-Negro desde 2009:

- O Marcos Guilherme é um menino de 17 anos. Se não se perder, ele vai ser o maior talento da história do clube. Estamos, de toda forma, protegendo este menino. Ele está sendo observado por todos os olheiros europeus e avaliado como fora de série. Estava muito próximo de encerrar o contrato dele, que terminava em agosto de 2012, e nós conseguimos renovar - afirmava Mario Celso Petraglia.

Marquinhos, como é chamado pelos companheiros, soma oito títulos com pelo Furacão: Campeonato Metropolitano em 2009, estadual sub-17, Copa sub-18 e SC Cup sub-16 em 2011, Yokohama Cup sub-19 (disputada na Alemanha), Copa Brasil sub-17 e Torneio de Oostduinkerke sub-18 (na Bélgica) em 2012, além do Campeonato Paranaense sub-18. No estadual da categoria, Marcos Guilherme disputou 14 jogos (13 como titular e um como reserva) e marcou seis gols.

O Furacão estreia na próxima temporada contra o Rio Branco-PR, no dia 20 de janeiro. O grupo principal volta aos treinos no dia 3 de janeiro e faz uma pré-temporada de 45 dias.



Revelação de 17 anos vai integrar grupo principal do Atlético PR

De volta à Série A do Campeonato Brasileiro, o Atlético-PR decidiu priorizar as competições nacionais em 2013 e disputará parte do campeonato paranaense com a equipe sub-23. No entanto, o jovem Marcos Guilherme, de apenas 17 anos, que poderia disputar inclusive a Copa São Paulo de Futebol Júnior, será integrado ao grupo principal e apenas treinará no começo da temporada.

Marquinhos, como é conhecido, chegou ao Furacão em 2009, após passagens por A.A.B.B e Trieste e desde então já soma oito títulos pelas categorias de base do clube paranaense. O presidente do Rubro-negro, Mario Cesar Petraglia, não poupa elogios ao jovem jogador.

"Se não se perder, o Marcos Guilherme vai ser o maior talento da história do clube. Estamos, de toda forma, protegendo este garoto. Ele está sendo observado por todos os olheiros europeus e avaliado como fora de série. Estava muito próximo de encerrar o contrato dele, que terminava em agosto de 2012, e nós conseguimos renovar" declarou o mandatário.

O Atlético-PR começa a próxima temporada no dia 20 de janeiro, jogando contra o Rio Branco-PR pela primeira rodada do Campeonato Paranaense. A equipe principal volta aos treinos na próxima terça-feira e terá uma pré-temporada de 45 dias.



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Atlético PR anuncia Arthur Bernardes como técnico do sub 23

O Atlético-PR optou pela contratação de um profissional para comandar a equipe sub-23. Ao invés de escolher uma opção interna, o clube fechou com o técnico Arthur Bernardes para a função.

Além do treinador, que já soma 24 anos de carreira e passagens em quatro continentes, Pedrinho Maradona também integrará o sub-23 após a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

"O Atlético Paranaense tem um projeto interessante, é um clube sério. O clube tem a estrutura de um nível que estou acostumado a trabalhar no exterior. Isso dá uma boa perspectiva para que eu possa fazer um grande trabalho", elogiou Bernardes.

O técnico de 57 anos começou a carreira no Madureira, em 1988. Desde então, passou por clubes como América-MG, Atlético-MG, Sport, Fluminense, Goiás, Bahia e Botafogo, além de passagens pelo futebol de Portugal, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Peru, Angola e Coréia do Sul.

Para ele, a experiência em diferentes culturas será positiva. "Trabalhar em quatro continentes abrange muitas coisas. Você cria uma série de treinamentos, opções de trabalho no dia-a-dia, que faz com que o atleta esteja sempre interessado em aprender um pouco mais, porque tem muita coisa nova", comentou.



Atlético-PR contrata Arthur Bernardes como técnico do Sub-23

Arthur Bernardes é anunciado como o novo técnico do Atlético-PR (Foto: Tiago Santos/Site Oficial do Atlético-PR)Arthur Bernardes é anunciado como técnico do
Sub-23 (Foto: Divulgação/Site Oficial do Atlético-PR)

Nem o auxiliar técnico Alberto, muito menos Pedrinho Maradona. Ao invés de achar uma solução caseira para o time Sub-23, o Atlético-PR contratou o técnico Arthur Bernardes. A confirmação foi oficializada pelo clube paranaense, através do site oficial.

A aposta do Furacão é colocar um treinador experiente e com um currículo formado ao longo de 24 anos de carreira. Carioca, Bernardes começou a carreira no Madureira, em 1988, mas passou por vários clubes internacionais da Ásia, América Central, Europa e África. O último trabalho dele terminou em julho de 2011, quando foi despedido do Fortaleza.

Bernardes destaca a experiência internacional em ter trabalhado nos quatro continentes e quer repassar para os jovens atleticanos.

- O Atlético Paranaense tem um projeto que é interessante. É um clube sério. Trabalhar em quatro continentes abrange muitas coisas. Você cria uma série de treinamentos, opções de trabalho no dia-a-dia, que faz com que o atleta esteja sempre interessado em aprender um pouco mais, porque tem muita coisa nova - diz, em entrevista ao site rubro-negro.

O novo treinador chega para acabar com um mistério que já dura um mês, após o anúncio oficial que o Furacão vai começar o Paranaense com a equipe formada por atletas mais jovens. O auxiliar técnico Alberto foi o primeiro nome especulado, e ganhou a concorrência do treinador do Sub-18 Pedrinho Maradona (que será o auxiliar de Arthur Bernardes após a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior).

O Atlético-PR estreia no Campeonato Paranaense no dia 20 de janeiro, quando enfrenta o Rio Branco no Ecoestádio Janguito Malucelli.



Recuperado, volante Bruno Rossetto completa grupo sub-23 atleticano

O volante Bruno Rossetto volta aos treinos e completa o grupo sub-23 atleticano, que vai disputar o primeiro turno do Campeonato Paranaense de 2013. De fora do torneio amistoso disputado no Uruguai, na semana passada, por uma lesão, o jogador de 19 anos está recuperado.

Ele e outros 19 jogadores trabalham desde quinta-feira no CT do Caju. Eles treinam em dois períodos até domingo, folgam nos dias 31 e 1° e reiniciam a preparação no dia 2 de janeiro. O Furacão estreia no Campeonato Paranaense contra o Rio Branco-PR, no dia 20 de janeiro. Até lá, a equipe pode disputar amistosos ou jogos-treinos.

Grupo sub-23 do Atlético-PR treina no CT do Caju (Foto: Bruno Baggio/Site Oficial do Atlético-PR)Bruno Rossetto completa grupo atleticano (Foto: Bruno Baggio/Site Oficial do Atlético-PR)

O sub-23 é comandado por Cairo Lima, e o time titular tem Alexandre; Otávio, Rafael Zuchi, Erwin e Anderson Tasca; Maycon Canário e Renato; Douglas Coutinho, Pablo e Gustavo Marnentini; Tiago Adan.

Grupo sub-23 atleticano

Goleiros: Alexandre e Hugo.
Zagueiros: Erwin, Rafael Zuchi, Jamerson e Danrlei.
Lateral-esquerdo: Anderson Tasca.
Volantes: Maycon Canário, Caíque, Renato, Otávio e Bruno Rossetto.
Meio-campo: Bruno Pelissari, Hernani, Wallace, Gustavo Marmentini e Willian Sotto.
Atacantes: Douglas Coutinho, Pablo e Tiago Adan.



Grupos de técnicos da Fifa farão vistoria em obras da Copa em Curitiba

Andamento nas obras da Arena da Baixada: dezembro (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)COL visita Curitiba no dia 29 de janeiro de 2013
(Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

Sede da Copa do Mundo de 2014, Curitiba vai passar por avaliações técnicas do Comitê Organizador Local (COL) da Fifa no dia 29 de janeiro de 2013. Os 40 técnicos - divididos em grupos - vão avaliar diferentes áreas relacionadas ao Mundial.

Os representantes da Fifa formam sete equipes: Competições e serviços médicos; Protocolo, ingressos e hospitalidade; Marketing; Mídia & TV; TI (Operações de TI, Áudio & Vídeo e Telecom); Transporte e logística; Segurança, Voluntários e serviços ao espectador.

Em novembro, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, membros do COL, Ronaldo e Bebeto, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo visitaram Curitiba. Na ocasião, Jérôme Valcke comentou que as obras na Arena estavam bem encaminhadas.

Em janeiro de 2013, porém, a visita vai ser para fazer uma avaliação técnica:

- Os sete grupos, já existentes, vão fazer um levantamento de diversas áreas. Uma equipe, por exemplo, avalia o transporte, aeroporto, ônibus e acessos ao estádio. Outra monitora serviço de informática, acesso e catracas - explica Mario Celso Cunha, Secretário Estadual da Copa do Mundo em Curitiba, ao GLOBOESPORTE.COM.

Alguns grupos vão monitorar obras ou serviços já existentes, como hospitais, transportes e segurança. Outros vão avaliar os projetos. O grupo Mídia & TV, por exemplo, vai analisar - através de imagens - o local onde a imprensa vai ficar, como será o credenciamento, onde serão as entrevistas coletivas e como serão as transmissões. Já o grupo Protocolo, Ingressos e Hospitalidade vai monitorar onde vão ficar as catracas, como será o acesso dos torcedores e onde será o setor para troca de ingressos.

O roteiro ainda não está definido. As avaliações vão ocorrer no dia 29 de janeiro, entre 8h (horário de Brasília) de 18h. O Comitê Organizador Local vai passar também por São Paulo, Cuiabá, Mauas, Porto Alegre e Natal. As outras seis sedes da Copa do Mundo recebem também a Copa das Confederações em 2013 e já foram avaliadas em 2012.



Entre a esperteza e a trapaça: como o 'jeitinho brasileiro' entra em campo

soccerex coletiva Chris Eaton (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Chris Eaton, diretor de integridade da ICSS, tem 
opinião forte: simulação pode levar à corrupção
(Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Chris Eaton, um australiano, é diretor de integridade da ICSS, o Centro Internacional de Segurança no Esporte, entidade sem fins lucrativos criada no Qatar para investigar, em diálogo com a Fifa, questões relacionadas à proteção aos atletas, ao comportamento deles em campo e ao combate à corrupção, expressa principalmente com a venda de resultados. Quando vê um jogador de futebol simulando, fingindo, enganando o árbitro, o dirigente sente um temor: de que aquele sujeito de chuteiras seja um corrupto em potencial.

É uma visão combativa, certamente vista como exagerada por muitos. E que amplia a discussão sobre os limites da simulação em um campo de futebol. Para Eaton, no momento em que um jogador abre brecha para o fingimento com o objetivo de vencer uma partida, a corrupção está mais viva; se o atleta dá uma concessão à burla da regra, também faz uma concessão em seu caráter, e aí abre o caminho até para ajeitar resultados - a grande preocupação dele na ICSS.

Será? No futebol brasileiro, tão acostumado à encenação, a opinião de Chris Eaton pode soar radical. É uma questão de estabelecer onde fica a fronteira entre o legal e o ilegal, o moral e o imoral: se o fingimento é mais uma face da esperteza ou se é pura e crua trapaça. Em um debate com mais perguntas do que respostas, o GLOBOESPORTE.COM ouviu personagens de diferentes áreas do futebol para discutir os limites da malandragem, do jeitinho brasileiro, nos campos de futebol - para tentar entender de onde viemos e para onde vamos.

Luiz Adriano se desculpa, Seedorf faz pedido

"O choro é livre", escreveu o brasileiro Luiz Adriano, atacante do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, no dia 20 de novembro, em seu perfil no Twitter. No instante em que usava o limite de 140 caracteres da rede social para ironizar seus críticos, o jogador já era alvejado por meio mundo por causa do gol que acabara de marcar sobre o Nordsjaelland, da Dinamarca, pela Liga dos Campeões da Europa. Depois de a arbitragem parar o jogo para atendimento médico a dois atletas, Luiz Adriano pegou uma bola que aparentemente seria devolvida ao adversário, driblou o goleiro e fez o gol (recorde no vídeo). Ao fintar a gentileza, um mandamento das quatro linhas em lances de lesão, Luiz Adriano ajudou sua equipe a golear por 5 a 2, mas se deu mal depois: levou um jogo de suspensão, teve que pedir desculpas públicas, virou sinônimo de desrespeito ao fair play. E apagou a mensagem que deixou no Twitter...

Os lamentos, pelo extremismo do lance, foram quase unânimes - Luiz Adriano argumentou que estava desatento na jogada, incapaz de perceber que era um momento de fair play. A revolta se sustentou em uma percepção: de que mais do que um desrespeito à regra, foi um momento de desconsideração à moral do esporte - esse conjunto invisível de normas que dita o comportamento dos atletas enquanto estão competindo.

O lance de Luiz Adriano pode ser cruzado com declarações dadas em outubro por Clarence Seedorf. O holandês do Botafogo se mostrou incomodado com aquilo que ele diagnosticou como um hábito do jogador brasileiro: simular, fingir, tentar levar vantagem (observe no vídeo ao lado).

- O futebol tem uma importância enorme, socialmente falando, e os jogadores precisam ser mais leais. Ser malandro parece um pouco demais. É importante que haja solidariedade, que sejam honestos. (...) Jogar-se no chão para o árbitro entender mal a jogada é uma malandragem, e não respeito isso - disse o jogador ao "Esporte Espetacular".

Esperteza ou trapaça? Outra face do talento ou concessão à desonestidade? Abaixo, o leitor encontra a visão de personagens de campos variados do futebol sobre o assunto.

De onde viemos: a sociedade, a cultura, a arbitragem

Paulo Autuori treina a seleção do Qatar. O Oriente Médio é mais uma cultura a rechear a carreira do técnico brasileiro, campeão por clubes como Botafogo, Cruzeiro e São Paulo. Ele já teve vivências na América do Sul (Peru), na Europa (Portugal) e na Ásia (Japão). Conhece diferentes sociedades e os códigos que as regem. E parte de uma ideia inicial ao analisar o comportamento dos atletas: de que absolutamente nada no futebol brasileiro pode ser observado fora do contexto social do próprio país.

Paulo Autuori, do Al-Rayyan, do Qatar (Foto: Divulgação)Paulo Autuori, técnico do Qatar, alerta contra a
hipocrisia no futebol Foto: Divulgação)

- O futebol é um fenômeno sócio-econômico. Não podemos deixar de associar o lado cultural com as coisas que se passam na sociedade. Acho muita graça quando um cidadão comum fica p... porque alguém tenta passar a perna nele. O cara fica p.... Mas quando é o time dele que ganha num lance de malandragem, ele acha legal. Como cidadão, não gosta de ser ludibriado, mas se transforma quando é torcedor e admite essa malandragem para que seu time ganhe. É uma contradição. Cheira a hipocrisia. Nunca vou deixar de associar esse lado social desse lado esportivo. Trabalhamos no futebol, mas existe uma vida por trás - opina o treinador, por telefone, desde Doha, no Qatar.

Ou seja: um sujeito se irrita quando alguém fura a fila, quando o ônibus não para no ponto, quando o teleatendimento de uma empresa qualquer o segura durante eternidades na linha, mas aceita que seu centroavante cave um pênalti. Ronaldo Helal, sociólogo, professor da faculdade de comunicação social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corrobora a visão de Autuori ao lembrar que a malandragem é um elemento da cultura brasileira - por vezes louvado, visto por um viés positivo, de criatividade, de inteligência. Ele lembra de dois personagens clássicos de nossa literatura: Leonardo, em "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida, e Macunaíma, o herói sem caráter de livro homônimo de Mário de Andrade. Os malandros cantados por Chico Buarque, Bezerra da Silva ou Zeca Pagodinho ou encenados por Hugo Carvana, Nuno Leal Maia ou Joel Barcelos também são exemplos.

- Isso não está no eu. Está no nós. É da literatura, e vai para a imprensa. O aluno passa no vestibular e mente que levou uma vida normal, que não estudou tanto assim. O repórter pega e deixa a edição mais bonita. É assim. É uma coisa cultural mesmo.

Jefferson no treino do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Jefferson vê simulações como um defeito do atleta
brasileiro (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

Daí para o campo, é um passo. Parece claro que se trata de uma característica do jogador brasileiro. Mas a dúvida, maleável de acordo com a opinião de cada um: é um defeito? Para Jefferson, goleiro do Botafogo e da seleção brasileira, é.

- Cada país tem uma cultura. Na Argentina, os caras são catimbeiros. O brasileiro gosta de ser esperto, quer ser malandro. E acha que é mais esperto que o outro. É um defeito. É feio. O jogo fica ruim. E sabemos que os goleiros também fazem isso. Às vezes, está 1 a 0 e o cara fica matando tempo - observa o jogador.

Mas a visão crítica não é unânime. Há quem veja nessa malandragem uma simples ação de jogo, um macete legal para vencer a partida. Zinho, ex-jogador da seleção brasileira, ex-treinador do Miami FC e ex-diretor do Flamengo, acha válido, por exemplo, um atleta forçar o terceiro cartão amarelo em seu time quando está convocado para defender a Seleção. Em lances de simulação, ele opina que cabe mais ao árbitro punir do que ao jogador evitar.

- A questão do cartão é até normal. O cara já vai ficar fora do jogo. Não me parece que seja burlar a lei. E a simulação, cabe ao árbitro punir. Tem coisas que fazem parte, que são da atmosfera do futebol, mas não podem ser ilegais. Se o jogador simula, o árbitro tem que punir. Se não pode proibir o jogador de matar tempo, tem que dar acréscimo.

Em 2011, Kleber Gladiador, hoje no Grêmio, teve um lance parecido com o de Luiz Adriano em jogo entre o Palmeiras e o Flamengo. A bola foi parada para atendimento médico, e parecia que seria devolvida aos rubro-negros. Mas o atacante partiu com ela na direção do gol - chutou para fora (o lance está no quadro abaixo). Depois, declarou:

- Acho que tem muita hipocrisia. O fair play é bom só para tua equipe, né? Para a equipe dos outros, não é bom. É legal o juiz falar que só pode bater a falta depois do apito e mesmo assim o cara bater? É legal? É legal o jogo parar e o cara (em referência a Ronaldinho Gaúcho) tentar tocar por cima do Marcão (o ex-goleiro Marcos) para ganhar tempo? Onde está o fair play?

A arbitragem é uma questão central. Jogadores, treinadores e ex-atletas reclamam que os apitadores brasileiros transformam qualquer contato em falta. Consequentemente, isso estimula o boleiro a simular em campo - para levar a vantagem da marcação do juiz. De fato, o Campeonato Brasileiro, considerados os principais do mundo, é aquele com maior número de faltas, como mostrou em outubro o blog do ex-árbitro Leonardo Gaciba, comentarista da TV Globo e do SporTV. Aqui, o jogo é parado quase duas vezes mais do que na Argentina, por exemplo.

- Se eu fosse um diretor de árbitros, chamaria a imprensa e diria que os árbitros estão orientados a deixar o jogo correr. Temos que baixar o número de faltas. Se a comissão desse esse aval, a coisa iria mudar - comenta Gaciba.

Belletti soccerex (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Belletti: brasileiros são chamados de Mickey Mouse
na Europa (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Vira a velha questão do ovo ou da galinha: quem nasceu primeiro? São dois caminhos: ou o árbitro brasileiro marca mais faltas porque o jogador daqui simula mais, ou o jogador daqui simula mais porque o árbitro brasileiro marca mais faltas. Seja como for, parece haver um equilíbrio entre o teatro do atleta e a permissividade do apito. O problema é quando o brasileiro vai para culturas menos simpáticas à simulação. Aí ocorre um choque, como exemplifica o ex-lateral-direito Belletti, que defendeu clubes como Barcelona e Chelsea na Europa.

- Eles ficam muito incomodados quando o jogador brasileiro tenta simular. Não aceitam. Na Europa, o jogador brasileiro é chamado de Mickey Mouse, acho que por ser um rato, por tentar ser mais esperto. Lembro de uma vez, quando eu estava no Chelsea, antes de um jogo, no túnel, me preparando para entrar em campo, em que o Makelele (ex-volante francês) olhou para mim e disse: "Não tente se atirar no campo, porque aqui não funciona assim".

Mas a simulação não é exclusividade brasileira. Longe disso. Fora do país, pipocam encenações, algumas que ultrapassam o limite do ridículo, como aconteceu no jogo entre Chile e Equador, pelo Sul-Americano Sub-20 de 2011. Bryan Carrasco, da seleção chilena, pegou o braço de um adversário e o jogou contra seu rosto, fingindo ter levado um soco. Em 2009, na Suécia, um goleiro tentou diminuir o tamanho do próprio gol, mexendo na posição da trave.

Para Autuori, a questão não está na exclusividade, mas na frequência. O jogador brasileiro simula mais, na opinião dele.

- Quando a gente fala em corrupção no Brasil, precisamos saber que realmente existe em todo lugar, mas esporadicamente; no Brasil, é a toda hora. Quando algo é usado por quase todos, vira uma característica. O mesmo vale para isso de tentar ser malandro. O futebol brasileiro não precisa disso. Se eu disser que não vejo isso em outros lugares, estarei mentindo. Eu vejo, mas de forma esporádica. E mais: quando acontece, é punido. Pode passar pelo árbitro, mas depois, com vídeo, quem fez acaba tomando punições.

Ludibriar árbitros e adversários não é cria dos últimos anos. Em 1962, pegando um exemplo clássico, Nilton Santos cometeu pênalti contra a Espanha, mas deu um passo para fora da área, e o juiz caiu na ilusão dele. Marcou falta. Em 1969, Dé (o Aranha), do Bangu, arremessou uma pedra de gelo na bola, em jogo contra o Flamengo, e assim desarmou o zagueiro Reyes e fez o gol. Em 1957, Nelson Rodrigues escreveu uma crônica em que citava uma "cusparada metafísica" como protagonista de um jogo. Explica-se: em partida entre o Flamengo e o Canto do Rio, o rubro-negro Dida cuspiu na bola antes de cobrança de pênalti para a equipe adversária - para desconcentrar Osmar, o batedor. Bingo: ele errou o pênalti.

- Isso sempre existiu. Mas na minha época chamavam de "recurso" - brinca Carlos Alberto Torres, capitão do Brasil no tricampeonato mundial, em 1970.

Para onde vamos: as categorias de base, a vigilância, a corrupção

Clemer, técnico dos juvenis do Inter (Foto: Divulgação)Clemer já viu técnico questionando garoto por não
ter tentado cavar um pênalti (Foto: Divulgação)

Clemer foi goleiro por mais de 20 anos. Defendeu clubes como Portuguesa e Flamengo antes de chegar ao Inter, onde foi campeão do mundo em 2006. Ele segue no clube gaúcho, mas agora como treinador. E treinador de garotos. Acaba de ser campeão brasileiro com o time juvenil. Com a vivência diária dos embriões de futuros profissionais, o treinador não tem dúvida: simulações nascem já nas categorias de base.

- Eu tento passar a meus atletas a ideia de seguir o jogo, de tentar o drible, de tentar a jogada. Falo isso pra eles. Quando você fala sério, fala com firmeza, eles aceitam, porque é um período de aprendizagem. Mas vejo muitos jogadores fazendo isso nas categorias de base. Já vi treinador dizendo pro menino: "Deveria ter caído, deveria ter cavado".

Segundo Clemer, a permissividade da arbitragem é a mesma nas categorias de base. E, de acordo com Gaciba, a propensão dos atletas para simular também já é vista ali.

- É uma política desde as categorias de base. Isso é ensinado ao jogador. Quando tem o contato, se ele tenta fazer o gol e não cai, é repreendido, chamado de burro - afirma o ex-árbitro.

Jefferson, goleiro do Botafogo, concorda.

- Isso vem da base. Desde criança, o menino cai na área e pede pênalti.

Os entrevistados para esta reportagem acreditam que vem aumentando a dose de simulação. E é uma contradição, já que a vigilância também é maior. Há mais câmeras de olho. Se o atleta encena em campo, corre o risco de ser ridicularizado depois. E até punido, como aconteceu com Luiz Adriano. A frequência de encenações é tanta, que o GLOBOESPORTE.COM criou, no Brasileirão, o quadro "Ator da rodada", mostrando lances claros de simulação (veja uma compilação dos lances no vídeo acima).

Em outros momentos e outras competições, há variações até cômicas. Em 2011, no jogo entre Operário-PR e Mirassol, pela Série D, o árbitro Rodrigo Nunes de Sá desabou no gramado quando um atleta se aproximou dele, alegando ter sido agredido. O vídeo ao lado indica que o apitador forçou a barra. Veja bem: um árbitro! Dois anos antes, o argentino Escudero, do Corinthians, simulou ter sido atingido... pela bandeira do assistente. Mais uma vez, as imagens mostraram que não passou de uma encenação.

Mas por que fazer isso? Por que correr o risco até de pagar mico para levar vantagem em um lance? Pelo valor que tem a vitória, talvez.

- O que o cara quer é ganhar o jogo. Depois ele vai ver se vão falar alguma coisa. Infelizmente, em algumas situações, pensando apenas no resultado, pode acabar valendo a pena o cara simular, porque o árbitro está pressionado, e o jogador (adversário) pode já ter um amarelo, por exemplo, e ser expulso - observa Clemer.

É aí que entra a preocupação de Chris Eaton. Para ele, a supervalorização dos resultados está no centro da discussão.

- Quanto mais dinheiro, quanto mais sucesso, quanto mais prestígio o esporte envolver, mais isso vai acontecer. As vantagens de se vencer são muito grandes - diz ele.

Autuori parte do mesmo raciocínio. Para ele, existe uma pressão exagerada pela vitória, e isso abre brechas para ações desesperadas.

- Isso vem crescendo a partir do momento em que cada um pensa que tem que passar a imagem da vitória, e aí passa a admitir qualquer coisa. É a vitoria a todo custo. Existe essa necessidade de ganhar de qualquer maneira. Essa pressão está matando muita coisa. O ser humano não tem necessidade de ser campeão 24 horas por dia. Ser vencedor não é isso.

O foco de Chris Eaton está na venda de resultados, um processo, segundo o australiano, crescente em todo o planeta, com jogadores cometendo pênaltis ou errando gols de propósito, para beneficiar apostadores. Por causa do perigo que cerca o futebol, o dirigente é rígido em sua percepção: simplesmente não podem existir poréns ao fair play.

- Quando os jogadores são condescendentes com as regras do jogo, podem acabar fazendo coisas muito piores. Quando você sai da linha, fica a um passo de fazer outras coisas. "Ah, este jogo não vale nada, por que você não aceita 50 mil euros para ajudar no resultado?". É preciso haver consequências para isso. As crianças estão vendo. Se elas veem esse tipo de coisa, vão fazer o quê?

FRASES O QUE ELES PENSAM SOBRE SIMULAÇÕES E MALANDRAGENS NO FUTEBOL (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Everardo Rocha, antropólogo, professor da PUC-Rio, cria uma ideia interessante: que o talento do jogador brasileiro já implica uma ideia de encenação, mas dentro da lei - enganar o adversário em um drible, iludir o goleiro em uma cobrança de falta, criar uma farsa em uma jogada que parece ser um chute direto, mas acaba sendo um lance ensaiado.

- O futebol tem uma característica que ajuda a fantasia, o inesperado, o drible. É mais imprevisível, é propício a enganar o adversário, surpreender. É isso de futebol moleque, que todo mundo adora. É a molecagem do Garrincha, contrária ao futebol mecânico dos europeus. É um futebol de ilusão, de engano, e esse lado foi muito glorificado pela torcida, pela mídia. São coisas ligadas à ilusão. Daí para você fazer uma coisa um pouco além, fora da regra, uma ilusão desonesta, é um passo muito pequeno. Esse excesso de glorificação do futebol artístico em oposição ao futebol mecânico, duro, tático, é facilitado em nosso imaginário.

O casamento entre o pensamento de Everardo Rocha sobre a origem dessa malandragem e o temor de Chris Eaton sobre as consequências dela criam três níveis no debate sobre a simulação em campo: primeiro, a encenação com a bola nos pés, legal, artística; segundo, o fingimento para iludir árbitros, para aproximar uma vitória; terceiro, a burla total à lei, com a corrupção, com a venda de resultados.

- Toda essa discussão pode não ser uma questão de lei, mas é uma questão de integridade e honestidade. Se o atleta não joga limpo, o que se pode esperar dele? - questiona Chris Eaton.



Atlético-PR acerta com jovem atacante Crislan, o 'Neymar do Piauí'

Crislan 3 - River-PI (Foto: Flávio Meireles/GLOBOESPORTE.COM)Furacão está perto de um acerto com Crislan
(Foto: Flávio Meireles/GLOBOESPORTE.COM)

O Atlético-PR está perto de fechar com o primeiro reforço para 2013. O clube negocia com o atacante Crislan, artilheiro do River-PI em 2012, com nove gols, e conhecido como o "Neymar do Piauí". Revelação no estado no ano, ele chega ao CT do Caju em janeiro para realizar os exames médicos e, se aprovado, assinar contrato.

Crislan Henrique da Silva de Sousa, natural de Teresina-PI, tem passagem pela base do Caiçara-PI e do Fluminense-PI e pelo time principal do Comercial.

Se confirmado no Furacão, o atacante pode integrar o sub-23, que vai disputar o primeiro turno do Campeonato Paranaense. Nesse caso, ele disputaria posição com Douglas Coutinho, Pablo e Tiago Adan. Já se Crislan for para o grupo principal atleticano, a concorrência seria maior. Ricardo Drubscky já conta com Bruno Furlan, Edigar Junio, Júnior, Marcão, Marcelo, Ricardinho e Taiberson para o setor.

Segundo o diretor de futebol rubro-negro, João Alfredo Costa Filho, o clube deve apresentar novidades apenas em janeiro. Segundo ele, o Atlético-PR vai contratar quatro ou cinco reforços para a próxima temporada.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Após folga, elenco do Atlético PR retoma preparação para Copa SP

De folga entre os dias 22 e 26 de dezembro, o elenco do Atlético-PR retomou, nesta quinta-feira, a preparação para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que começa no próximo dia 6 de janeiro. Classificado no Grupo I da competição, o clube paranaense enfrenta Barras (PI), às 16 horas, em Franca, em sua estreia no torneio. Além do time piauiense, Francana (SP) e ASA (AL) serão adversários da equipe rubro-negra na fase inicial.

"Conseguimos ter esses dias de descanso para os atletas, que vinham de um desgaste muito grande, com muitos jogos e competições. Agora, vamos começar a dar ênfase nos trabalhos técnicos e táticos, de posicionamento da equipe, para que consigamos fazer com que o time volte a jogar o futebol que sempre está acostumado", explicou o treinador Pedrinho Maradona.

A preparação no Centro de Treinamento do Caju, em Curitiba, seguirá sendo realizada até o próximo dia 3 de janeiro, data em que a delegação do Atlético-PR embarca para São Paulo. Até lá, os atletas treinam em dois períodos nesta sexta-feira e sábado. Folga, somente na parte da tarde dos dias 30 e 31, e no dia 1º de janeiro.

"Temos um jogo difícil, uma estreia na competição, contra o Barras (PI). Depois, nas outras partidas, já vamos conhecer os adversários. Então, temos que trabalhar principalmente em cima desse primeiro duelo, parte tática, de bola parada e posicionamento", destaca Pedrinho Maradona.



Com contrato no fim, Éderson revela sondagens e desejo de ficar

Destaque do ABC-RN no segundo semestre, o atacante Éderson caiu nas graças da torcida abecedista na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Com seus vínculos pertencentes ao Atlético-PR e o contrato com a equipe potiguar encerrando no dia 31 de dezembro, o jogador de 23 anos não sabe em qual clube jogará em 2013. Ricardo Drubscky, treinador do Furacão, já manifestou interesse em contar com o atleta. Além dele, o atacante recebeu sondagens do rival América-RN, Ponte Preta e Figueirense.

Despertando interesse em diversos clubes e no próprio rival da equipe abecedista, o jogador revelou não saber sobre o seu futuro, mas deixou claro sua preferência. "Não depende só de mim essa definição. Se dependesse de mim eu acho que já tinha falado que ficava, mas depende do Atlético-PR", revelou ao portal Tribuna do Norte.

Um dos fatores que pode ser um impasse na volta ao clube paranaense é o salário. Caso o retorno seja confirmado, o salário do jogador, comparado com o que ele recebe hoje, seria reduzido, para isso, a diretoria já pensa em um novo contrato. "Lá no Atlético-PR meu salário era de júnior ainda, então é muito difícil eu voltar para lá com esse salário. Eles me ligaram, falaram que iam aumentar meu salário, iriam me dar o que me oferecessem (outros clubes). To esperando uma reunião para definir se eles vão me dar isso mesmo, que eles querem renovar mais três anos comigo".

Perguntado sobre as sondagens do rival América-RN, Éderson foi enfático. "Eles entraram em contato com meu empresário, perguntaram qual era a possibilidade de eu ir para o América-RN. A proposta está lá para meu empresário estudar, mas a prioridade é o ABC, que me deu uma proposta boa e acho que tudo que tenho hoje eu devo ao ABC", concluiu.

Nesta quarta-feira, o presidente do América-RN, Alex Padang, confirmou por meio do Twitter a contratação oficial de Jerson, meio-campista que defendeu o ABC-RN neste ano. Além dele, Renatinho Potiguar, também trocou a equipe abecedista pelo rival.



Grupos sub-18 e sub-23 do Furacão voltam aos treinos no CT do Caju

Os grupos sub-18 e sub-23 do Atlético-PR voltam aos treinos nesta quinta-feira, no CT do Caju. O primeiro reinicia a preparação para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Já o segundo trabalha de olho no primeiro turno do Campeonato Paranaense.

O Furacão sub-18 estreia na Copinha contra o Barras-PI, no dia 6 de janeiro, no Estádio José Lancha Filho. O grupo I conta ainda com ASA e Francana. A equipe rubro-negra vai ser comandada por Pedrinho Maradona, e o o elenco vai ser formado basicamente pelos jogadores campeões estaduais da categoria. Na partida decisiva, contra o Coritiba, no começo do mês, o time titular teve Lucas Macanhan; Ruhan, Layo, Léo Pereira e Paulo Otávio; Kauê, Matheus Moreira, Bruno Mota, Jonathan e Marcos Guilherme; Guilherme.

- Temos um jogo difícil, uma estreia na competição, contra o Barras. Depois, nas outras partidas, já vamos conhecer os adversários. Então, temos que trabalhar principalmente em cima desse primeiro jogo, parte tática, de bola parada e posicionamento - comenta o técnico através do site oficial do clube.

Time sub-18 do Atlético-PR incia preparação para Copinha (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Time sub-18 do Atlético-PR reincia preparação para Copinha (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

O sub-23 também volta aos treinos no CT, de olho no primeiro turno do Campeonato Paranaense. O grupo reinicia a preparação após quatro dias de folga. Na semana passada, pelo torneio amistoso "Gobierno Departamental de Flores", o Atlético-PR teve uma uma derrota para a Seleção sub-20 do Chile, uma vitória sobre a seleção sub-23 do Rio Grande do Sul e um empate com a seleção sub-20 do Uruguai pelo quadrangular.

O time-base do sub-23 tem, no 4-2-3-1, Alexandre; Otávio, Rafael Zuchi, Erwin e Anderson Tasca; Maycon Canário e Renato; Douglas Coutinho, Pablo e Gustavo; Tiago Adan. A equipe pode ter reforços de jovens do grupo principal, como Harrison, Edigar Junio, Júnior e Taiberson. O Furacão estreia no Campeonato Paranaense contra o Rio Branco-PR, no dia 20 de janeiro, no Ecoestádio Janguito.

Para conferir a tabela da Copa São Paulo de Futebol Júnior, clique aqui. E para ver a tabela completa do Campeonato Paranaense, clique aqui.



Time feminino do Atlético-PR encara meninos e tenta superar preconceito

Time feminino do Atlético-PR (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Time feminino enfrenta meninos e o preconceito
(Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

O Atlético-PR tem mais de 115 jogadoras nas escolinhas. Meninas de 5 a 17 anos - divididas em seis categorias - encaram dois obstáculos nos gramados Brasil afora e até no exterior.

O primeiro desafio são os meninos. Para ganhar resistência e força, as garotas enfrentam times masculinos. E, normalmente, não decepcionam. Eles conquistaram, por exemplo, o vice-campeonato na Copa Furacão sub-9 e a quinta melhor campanha na Copa Nilo Biazzetto sub-13, realizada em Curitiba, em julho deste ano.

- O legal foi colocar em prática o nosso trabalho. São poucas competições femininas. Então, foi bom para trabalhar resistência e força. As meninas eram um ano mais velhas (que os meninos) para nivelar a questão física - afirma Luiza Montingelli, a técnica do time feminino do Furacão.

Outro desafio das meninas é o preconceito. Quando elas enfrentam times masculinos, os adversários, os pais e até as mães dos meninos costumam reclamar da presença de garotas nas competições. E quando elas ganham, a crítica é maior ainda:

- Nós enfrentamos muito preconceito. Tanto dos meninos que enfrentavam as meninas quanto dos pais, que reclamavam da organização, principalmente quando perdiam. No sub-9, nós ganhamos de um time masculino na semifinal, e os pais entraram em pânico, discutiram, brigaram. Até as mães, que eu esperava que só consolassem os meninos, reclamaram muito - comenta a treinadora.

Atleticanas chamam atenção

Luiza Montingelli, a técnica do time feminino do Furacão. (Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)Luiza Montingelli comemora feitos do time feminino
(Foto: Divulgação/Site oficial do Atlético-PR)

As meninas do Atlético-PR superam as dificuldades e chamam atenção dentro das quatro linhas. Além dos torneios contra times masculinos (como a Copa Furacão sub-9 e a Copa Nilo Biazzetto sub-13), o Furacão teve oito participações em competições femininas.

Destaque para o segundo lugar na Taça Paraná sub-13 e no Metropolitano sub-15, além do terceiro lugar na Loch Lomond Soccer, realizado no mês de agosto, na Escócia, e na Copa Coca-Cola.

As meninas chamam tanta atenção, segundo Luiza Montingelli, que têm até marcação especial.

- A ideia era colocar as meninas para jogar os campeonatos com os meninos para mostrar que menina joga bola, sim. Na Copa Furacão sub-9, fomos vice-campeão com 16 clubes ao todo. Uma conquista muito grande. Na Copa Nilo Biazzetto sub-13, eram quase 20 clubes, e fomos quinto lugar. Uma atacante nossa, a Duda, que é artilheira, tinha até marcação individual.

Objetivo é formar

No futebol masculino, o Atlético-PR costuma formar jogadores para reforçar o time principal e só depois negociá-los. Com as meninas, é diferente. Como ainda não tem um time feminino profissional, o clube apenas desenvolve as meninas, que vão para outros clubes.

- Nosso trabalho é formar. E vários clubes procuram as nossas meninas. O Araucária, o Dom Bosco e até clubes dos Estados Unidos levaram ou fizeram propostas por elas – comenta Luiza Montingelli.

A técnica comenta que ela, as jogadores e até os pais delas sonham com o time profissional do Furacão. Luiza Montingelli, porém, reconhece que o projeto é para o futuro e lembra que as prioridades da diretoria rubro-negra, por enquanto, são a conclusão da Arena da Baixada e a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro:

- Por enquanto, não chegamos a conversar com a diretoria sobre ter um time profissional. Por causa das obras na Arena, antes com a disputa da Série B e agora com a volta para a Série A, o clube tem outras prioridades. Quem sabe com a Arena pronta e a Areninha concluída, a gente possa ter um time feminino.

Time feminino do Atlético-PR (Foto: Divulgação)Meninas do Atlético-PR sonham com time profisisonal (Foto: Divulgação)